Seguidores

BOAS VINDAS A TODOS OS VISITANTES!

NOSSA SEGURANÇA DO TRABALHO: DISPONIBILIZAMOS MATERIAL TÉCNICO PARA ALUNOS E PROFISSIONAIS DE TODO O BRASIL - SIGA NOSSO BLOG E FIQUE BEM INFORMADO: LEGISLAÇÃO ATUALIZADA - CONTEÚDO DE QUALIDADE - SEGURANÇA DO TRABALHO - PREVENÇÃO DE ACIDENTES
Mostrando postagens com marcador Riscos Ambientais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Riscos Ambientais. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de novembro de 2018

Riscos Ambientais: Sobrecarga e Stress Térmico

A sobrecarga térmica também chamada de stress térmico pelo calor é um risco ambientalpresente em locais que possuem fornos, fundições ou trabalhos a quente com o uso de solda e maçarico. O trabalhador fica exposto a desidratação, tonturas, desmaios e outras doenças metabólicas associadas ao calor de desidratação dos órgãos. 

A NR-15 em seu ANEXO III - Calor, assim como a NHO - 06 da Fundacentro (revisada em 2017) apresentam metodologias de medição de calor e tabelas com limites de exposição ao calor, quanto ao tempo e a taxa metabólica gasta no exercício do trabalho. Utilizando as tabelas é realizado o enquadramento da insalubridade por calor, mas muito mais importante que isso os tempos de descanso que o trabalhador deve ter. Em alguns estados como no Rio Grande do Sul esta norma vem sendo cobrada para trabalhos a céu aberto onde o calor é gerado pela exposição solar.

O controle da exposição térmica ao calor é importante na prevenção da saúde do trabalhador, onde podem ser adotadas reposições de água e sais minerais, períodos de descanso em local termicamente mais ameno, uso de roupas mais leves e em caso de exposição solar adoção de protetor solar e uso de touca árabe no dia a dia dos trabalhadores. Em locais fechados sistemas de ventilação natural e artificial e de resfriamento devem ser estudados e implantados.

O setor de segurança do trabalho da empresa deve ter um cuidado de utilizar medidas de prevenção mesmo quando o risco não se enquadra como insalubre mas que já apresenta desconforto para o trabalhador. O calor em excesso impacta inclusive na produtividade da empresa.


domingo, 30 de novembro de 2014

NR-32 Segurança do Trabalho em Estabalecimentos de Saúde

A Segurança do Trabalho em Hospitais, Clinica Médicas, Consultórios Odontológicos, Laboratórios de Analises Clinicas, Serviços de Raio-X e Diagnósticos por Imagem e todos os outros Serviços de Atenção a Saúde devem além de atender as demais Normas Regulamentadoras (NR), devem observar a NR-32. Esta NR, traz obrigatoriedades que devem estar presentes no PPRA e PCMSO, tais como descrição dos locais de trabalho e acompanhamentos obrigatórios de saúde dos funcionários.
Devem ser observadas as seguintes obrigatoriedades:piso e paredes laváveis, lavatório, sabão liquido, toalhas de papel, lixeiras com tampa e com separação de lixo contaminado, além disso se houver uso de perfurocortante no local deverá haver embalagem especial para o descarte.
O controle de áreas de raio x, gases medicinais, de descarte de resíduos e de desinfecção de instrumentos também deverá ser observado. A NR também solicita treinamentos quanto aos riscos: biológicos, químicos, de limpeza e de uso de raio-X e afins.
Embora seja uma NR de 2005 ainda há estabelecimentos que precisam atender esta norma. Os profissionais que atuam neste segmento devem orientar os locais quanto a correta aplicação de NR-32, a fim de tornar o ambiente mais seguro e cumprir esta determinação legal.
  

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Segurança do Trabalho também faz parte do trabalho



                  A conscientização dos riscos de acidentes e doenças do trabalho é o ponto de partida para se criar uma cultura de segurança e prevenção dentro de uma empresa. 
  Porém um objetivo que parece simples de ser alcançado acaba sendo a maior dificuldade dos setores de Segurança do Trabalho nas empresas. 
Palestras, treinamentos e diálogos diários de segurança não conseguem atingir plenamente seus objetivos. Dá a impressão de que o trabalhador resiste a todas tentativas de implantação de um trabalho mais seguro.

            A conscientização deve existir dos setores de maior hierarquia até os setores de produção, de nada adianta exigir o uso de equipamentos de proteção individuais, equipamentos de proteção coletiva e procedimentos complexos de controle de riscos, se as chefias fecham os olhos para os trabalhadores que não tomam estes cuidados. 
Estas mesmas chefias consideram a Segurança do Trabalho como um empecilho para o cumprimento dos objetivos de produção da empresa e mesmo que não se dêem conta do fato, acabam sabotando a cultura de prevenção que a empresa tenta implantar.

            O que deve ser passado para os trabalhadores de todos os níveis da empresa é que a “Segurança do Trabalho” faz parte do “trabalho”. Para um trabalho ser bem realizado o mesmo deve ser de forma segura. De nada adianta uma produção elevada ao custo de grandes taxas de acidentes, esse tipo de atitude tem um atraso de mais de duzentos anos, pois retorna ao inicio da revolução industrial. 
       Os custos com acidentes do trabalho, passivo ocupacional gerado  e gastos com a contratação e treinamento de novos funcionários não são levados em conta, pois se fossem realmente calculados evitariam prejuízos que para empresas pequenas podem causar a liquidação das mesmas.

            Somente quando a Segurança do trabalho for encarada como parte do trabalho e não como empecilho, será possível atingir os objetivos dos treinamentos definidos pelas Normas Regulamentadoras. Quando o trabalho tiver como requisito também a Segurança do Trabalho será mais fácil a conscientização para os riscos de acidentes e doenças do trabalho.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Riscos Ambientais dos catadores é avaliado em pesquisa

Covisa, Fundacentro e CRSTs estudaram centrais de triagem conveniadas ao município de São Paulo 
Por ACS/ C.R. em 18/07/2013 

A Coordenação de Vigilância e Saúde - Covisa, da cidade de São Paulo, a Fundacentro e os Centros de Referência em Saúde do Trabalhador – CRST da Sé, Freguesia do Ó e Mooca finalizaram um estudo sobre a saúde e segurança dos catadores de materiais recicláveis.
Para tanto, foram realizadas visitas técnicas em 20 centrais de triagem de resíduos sólidos conveniadas ao município de São Paulo, que possuem 942 trabalhadores, segundo dados de janeiro de 2013. Eles são responsáveis pela triagem de 2.289 toneladas de materiais recicláveis por mês.
A Fundacentro passou a fazer parte do estudo a convite da Covisa, em princípio, para discutir o processo de beneficiamento do poliestireno expandido (isopor) em máquinas instaladas nas centrais de triagem. Esse procedimento gera riscos aos trabalhadores porque a moagem libera poeira e provoca ruídos. Por isso, há necessidade de medidas de proteção coletiva, como por exemplo, a implantação de um sistema de exaustão.
As pesquisadoras da Fundacentro, Gricia Grossi e Elizabeti Muto, passaram a integrar o Grupo de Trabalho, participando de seis visitas técnicas. O trabalho conjunto gerou um parecer técnico, apresentado neste mês, sobre os problemas relacionados à saúde e segurança do trabalhador e os critérios mínimos necessários para a implantação de centros de triagem. O material será encaminhado ao Comitê Interministerial de Inclusão Social de Catadores de Materiais Recicláveis.
Também estão previstas reuniões com as subgerências da Covisa, a Autoridade Municipal de Limpeza Urbana – Amlurb, secretarias municipais e movimento dos catadores para desencadear ações de melhorias. A equipe pretende produzir materiais educativos sobre SST e realizar oficinas.
O estudo foi apresentado à Covisa no dia 5 de julho, no auditório da instituição em São Paulo. Na ocasião, o coordenador do Programa de Coleta Seletiva da Amlurb, Paulo de Souza, estava presente. “Essa oficina foi para apresentar o trabalho e juntos buscarmos uma solução, que passa por várias vertentes. É um processo conjunto para construir mudanças”, avalia Gricia Grossi, da Fundacentro.
“Percebemos o quanto é complexa a questão dos catadores. A aproximação com a Fundacentro foi para conhecer melhor os processos de trabalho. É uma ação conjunta para melhorar as condições de trabalho dessa população”, completa a coordenadora do Grupo de Trabalho, Lucimara de Campos, da Covisa.

Riscos
Durante o estudo, os pesquisadores avaliaram as condições de trabalho e identificaram os riscos. Os galpões possuem iluminação deficitária e acúmulo de materiais. Não há sistemas de ventilação, a qual entra apenas por janelas e portas. Também há acúmulo de materiais que causam dificuldades até mesmo para os trabalhadores caminharem e pode ocasionar quedas. Foi encontrado até um caso de fossa transbordando, em local que não havia esgoto.
“Tudo isso leva a risco de contaminação dos trabalhadores. As condições de segurança e saúde das centrais de triagem são precárias. Há muito que melhorar”, explica Lucimara de Campos.
Os agentes químicos encontrados no ambiente podem causar doenças respiratórias e dermatoses por contato. Os agentes biológicos também estão presentes, devido a materiais hospitalares, insetos e roedores.
O trabalho em pé e sem pausa, com movimentos repetitivos, pode levar a doenças osteomusculares e circulatórias. Os trabalhadores levantam manualmente cargas pesadas. Já as prensas enfardadeiras das Centrais não possuem proteção, o que traz risco de amputações.
O risco de acidente ainda ocorre na quebra de vidro, feita manualmente com barra de ferro em várias centrais. Em uma delas, existe triturador, mas sem sistema de exaustão, gerando o lançamento de pó de vidro. Outro problema é o recebimento de lâmpadas fluorescentes, apesar de haver regulamentação para que esse tipo de material tenha destinação específica.

sábado, 1 de junho de 2013

Investimento em segurança do trabalho traz economia às empresas

Manaus - O investimento em segurança do trabalho pode significar uma economia superior a 70% no pagamento da contribuição das empresas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Isso ocorre pela relação entre a quantidade de acidentes registrados com o percentual recolhido da folha de pagamento das companhias, o que vigora desde 2011.

A afirmação é do especialista em direito trabalhista e previdenciário, Luis Augusto de Bruin, que explicou como o Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) podem afetar diretamente as finanças das empresas amazonenses.

“O FAP é um multiplicador que informa que, quanto maior a quantidade de acidentes a empresa tiver registrada, maior a contribuição ela precisa fazer à Previdência Social. Isso é uma mudança de metodologia, pois antes a cobrança era igual para todo mundo e gerava uma insatisfação, fazendo com que as empresas não tivessem uma motivação para investir em prevenção de acidentes”, ressaltou.

Já o NTEP é um mecanismo que caracteriza se a doença apresentada pelo trabalhador possui relação com a atividade desenvolvida. Com o nexo, as empresas são classificadas por níveis: quanto menor o nível, menos a empresa paga ao INSS.

Diferenças entre setores

O empresário do setor de equipamentos de segurança do trabalho, João Abílio Marcos, criticou alguns setores da economia local pelo descuido com a segurança dos trabalhadores. Segundo ele, a indústria é uma das que mais investe no segmento, enquanto a construção civil e órgãos públicos ele avalia como as piores.

Na avaliação do executivo, a preocupação com a integridade física e mental do trabalhador precisa ser uma prioridade para as empresas, não só pela importância social, mas também pela economia que pode ser gerada.

“Uma empresa do porte da Moto Honda pode economizar até R$ 10 milhões por ano na folha de pagamento se ela investir propriamente em segurança do trabalho. Isso porque quem investe mais acaba pagando menos”, explicou.

Bruin deu outro exemplo de como o investimento em segurança do trabalho pode ser benéfico para a saúde financeira da empresa. De acordo com o especialista, dependendo do número de acidentes, uma companhia com folha de pagamento de R$ 1 milhão pode desembolsar R$ 16 mil em contribuição social, enquanto outra, do mesmo porte, pode ser obrigada a pagar R$ 60 mil, caso tenha mais sinistros registrados.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

NR-9 PPRA: Avaliação de Riscos Ambientais

Qualquer avaliação de riscos deve no minimo ser realizada seguindo os seguintes critérios da NR-9 os quais transcrevo abaixo:

9.3.3 O reconhecimento dos riscos ambientais deverá conter os seguintes itens, quando aplicáveis:
a) a sua identificação;
b) a determinação e localização das possíveis fontes geradoras;
c) a identificação das possíveis trajetórias e dos meios de propagação dos agentes no ambiente de trabalho;
d) a identificação das funções e determinação do número de trabalhadores expostos;
e) a caracterização das atividades e do tipo da exposição;
f) a obtenção de dados existentes na empresa, indicativos de possível comprometimento da saúde decorrente do
trabalho;
g) os possíveis danos à saúde relacionados aos riscos identificados, disponíveis na literatura técnica;
h) a descrição das medidas de controle já existentes.

Abaixo um Exemplo:

Identificação: Risco Físico-Ruído
Localização de fontes geradoras: Marcenaria-Serra Circular
Trajetórias e meios de Propagação: Área interna da Marcenaria-Ar
Funções e Trabalhadores Expostos: Marceneiro (04)
Atividades e tipo de exposição: Corte e acabamento de artefatos de madeira / Exposição permanente
Dados existentes na empresa sobre comprometimento da saúde: Sem dados pré exixstentes
Danos relacionados a Saúde: Sudez ocupacional
Descrição das medidas de controle; EPI e Exames complementares.

Esse é o exemplo do reconhecimento de riscos do risco físico ruido na atividade de marceneiro, podem haver mais detalhamentos mas esses itens são obrigatórios na identificação dos riscos.


por: Giovani Savi - Editor do Blog Nossa Segurança do Trabalho